RELACIONADOS



categorias

12 de outubro de 2015

A Realidade, Autoconhecimento E Seus Derivados

Selena Gomez.

Você pode ler ouvindo Little Mix - Clued up

Nada melhor do que longas semanas corridas e cansativas, terminadas num dos melhores dias da minha vida, com a presença de pessoas que sempre me fizeram bem, e me fazem bem, mesmo com todo o estresse.

Ora, o amor é a aceitação do outro em todo, e não apenas as partes boas dele, e não apenas as gargalhadas, os beijos, abraços, mas, como também todos os erros, todos os defeitos; e um choque de realidade sempre é muito bem-vindo para que as coisas voltem a ficar bem, quando algumas interrogações fazem questão de ficar martelando na mente, crescendo, e outras aparecendo.

“Nós nunca podemos sentir coisas porque as queremos sentir”
 eu disse para uma amiga no final do dia, no meio de grandes amigos, um violão e todo o sentimento de trabalho realizado. Sim, nós não podemos sentir algo porque queremos sentir aquilo, devemos sentir e pronto. E eu fiquei indignada comigo porque é exatamente o que eu estou fazendo: não sinto, quero sentir.

Quero calar todos os gritos de dor que outras pessoas deixaram em mim quando foram embora, ou quando eu percebi que elas nunca estiveram comigo de verdade; não quero voltar às velhas noites, onde eu me afundava em todos os sentimentos que senti, em tudo o que idealizei pra mim e o outro, e que nunca se realizará.


Eu quero tanto me sentir bem, que, às vezes, uso uma pessoa. Não que eu goste de fazer isso, nunca gostei. O fato é que eu calo meu medo com um beijo na boca, calo minha dor com um abraço apertado adornado a uma respiração prolongada no pescoço do outro. Eu nunca quis sentir isso, mas, eu sinto. Sinto o querer de sentir alguma coisa, e isso não faz sentido nenhum pra mim. 


No meio de tanto alvoroço, tanta atenção, tanto afeto, café e amor, eu percebi que eu estava errada em querer sentir algo por alguém, porque sou eu quem vai acabar indo embora, e deixar alguém com todas as dores e lembranças, com seus gritos mudos e se sentindo miúdo, comparado ao tamanho do buraco que ficará.

Mas, como se conserta esse tipo de erro? Você não pode, apenas, chegar até a pessoa e dizer: “fulano, eu nunca senti nada por você” depois de ter fantasiado que ficariam juntos a vida inteira, e seriam muito felizes no final de cada dia cansativo, mesmo que não suportassem a cara um do outro, se amariam.

Eu quero rir das coisas que me fazem mal, mesmo quando o olho estiver cheio de água. Eu quero poder amar aquela pessoa que sempre amei com todo o coração. Eu não quero sentir nada, eu sei o que eu sinto, mas as minhas palavras não ajudam em nada, exceto o fato de serem um enorme, enorme consolo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário