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12 de maio de 2016

Da série: amiga, obrigada (#1)

Via google+


- O que que eu vou fazer?
- Você sabe o que fazer, cê sempre sabe.
- Agora eu só quero chorar.
- Então, chora. Eu tô aqui. Eu te amo, e vai ficar tudo bem.
- Unhum...- Eu a abracei forte e ela chorou molhando minha t-shirt do Nirvana predileta. Tudo bem, tudo bem, eu limparia até o vômito dela com essa camisa se fosse preciso.
- Sabe, eu nunca pensei que minha primeira noite na praia acabaria com você chorando e várias latas vazias de Skol Beats na areia. Imaginava que seria, ao menos, vinho pra esquentar porque eu tô com um frio que cê nem sabe.
- Sei sim, olha, você tá toda arrepiada. – Ela respondeu, rindo.
Eu não precisava olhar pra perceber os pelinhos dos meus braços eriçados, eu sabia. Só queria fazê-la rir, porque estava me matando vê-la daquela forma.
- Me conta de novo?
- O que?
- Essa história maluca de vocês dois. – Não que eu queira que ela sofra mais. Okay, sei que tiraria novas lágrimas dela e minhas também, mas sempre que termina de contar, ela respira fundo, tirando o fôlego de lá do fundinho da alma e diz que vai ficar tudo bem, e eu quero que ela diga isso porque talvez seja mais fácil pra mim acreditar.
- Tem certeza? E se eu ficar parecendo uma tagarela repetitiva?
- Você sempre foi minha tagarela predileta, sua boba. Conta.
Ela tirou a cabeça do meu ombro, respirou fundo olhando para as ondas do mar, e em seguida, ergueu o olhar para a Lua, no céu.
- Ai meu Deus... – Ela suspirou, antes de dar outra golada na cerveja e enfiar os pés dentro da areia.



(...)

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