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10 de maio de 2016

Só pra você saber: eu esqueci você

Beyoncé.


Quem diria, hein, cara? Quem diria que a garota que fazia mundos e fundos por você, viraria mulher e nem se importaria com o tamanho do buraco que precisaria escalar até voltar a ser quem era?
Quem diria que eu iria conseguir respirar um único dia sem pensar em você? Muita gente, na verdade. Eu que era a única tola que ficava esperando pela melhora, que nunca veio. Eu era boba demais, e talvez ainda seja um pouco, mas não por você, não com você. Nada mais na minha vida vai caminhar até você.

E, essa é a última carta de tantas que você nunca leu, nunca fez questão de ler. Eu era vítima de mim mesma, eu tenho essa sina, escrevo sobre tudo, mas, é uma pena que você não tenha dado o devido valor as minhas palavras, meus atos de coragem, os tapas que levei na cara toda vez que decidi engolir o orgulho e procurar você pra te deixar saber que eu estava lá, como sempre estive desde o primeiro segundo que te vi.
Sabe que é até estranho pra mim acreditar nisso, às vezes penso em me beliscar pra ter certeza, mas daí lembro que até nos meus sonhos você me perseguia. Então, com certeza, eu finalmente, esqueci você.

Esqueci quando deixei de me importar com quantos minutos (não eram poucos) você demorava de ler e responder minhas mensagens, esqueci quando deixei de te procurar em cada rapaz na rua, esqueci quando percebi que meu coração não pode ser dilacerado por uma pessoa que não merece um pedacinho sequer, e olha, eu gastar meu tempo escrevendo mais uma carta é demais até pra sua dignidade, você não merece, mas eu precisava escrever.

Eu precisava escrever que esqueci você no momento que me dei conta que a melhor parte de mim estava sendo engolida por uma pessoa sugadora de felicidade, esqueci você quando me dei conta que você não valia nem o tempo lembrando dos motivos que eu tinha pra te esquecer.
Eu posso até ter perdido um pouco de mim, mas eu sempre mereço o esforço de tentar de novo, não tentar reconstruir a ponto de agulha o que você sempre destrói, mas tentar me recompor, eu tô rasgando a carne, escalando esse buraco em que você tá enfiado, tô me salvando antes que você me segure pelo pé novamente, isso é tão ridículo quanto ao filme de terror que tá passando na minha cabeça imaginando toda essa situação.


Pois é, cara, quem diria que eu me salvaria e você, infelizmente, continuaria na mesma fossa de sempre. Boa sorte, nessa merda eu não caio mais.

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