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13 de fevereiro de 2017

Para meu futuro filho (leia aos dezessete)

By Reproduction


Dia desses eu estava na aula de história (que eu não gosto muito, mas acho importante estudar) discutindo política e comecei a me perguntar como minha mãe se sentia em relação as coisas que aconteciam quando ela era mais nova, e eu pensei em te escrever caso você se pergunte como eu me sinto e me posiciono sobre essas coisas.

As pessoas são egoístas, sabe, é uma pena. Tudo bem que há pessoas que pensam no próximo, que se importam com o bem-estar de outrem, antes de se enclausurar no próprio ego, mas a palavra “poder” mexe com a cabeça de qualquer um, porque nós sempre queremos muitas coisas, e na maioria das vezes não podemos obtê-las.

Você já ouviu falar da palavra corrupção, não é? Mas, ela não existe apenas nesses conceitos históricos e governamentais, a corrupção começa quando deixamos de agir conforme o que é certo, por interesse próprio, mas o que é “certo”?
Os conceitos de “certo” e “errado” variam muito, só que nós sempre sabemos quando fazemos algo errado, principalmente quando fere o bem de outra pessoa.

Pode parecer loucura o que te escrevo, mas você acredita na possibilidade de haver política com amor? Todas as coisas que fazemos só são bem-sucedidas se feitas com amor, não podemos esperar que vençamos algum problema ou que haja igualdade entre todas as pessoas, se continuarmos pensando apenas em nós mesmos.
Se você quer o melhor pra você, queira igualmente para as outras pessoas.

É isso, meu bem, espero que consiga me compreender e que quando tiveres a chance de ler esta carta, as pessoas tenham noção dessa verdade.
Leve em conta que sou jovem, e minhas ideias e opiniões podem não ser maduras e inteligentes o bastante, e você tem o direito de pensar e agir conforme o que acredita, mas nunca perca sua essência: você vem do amor, preserve-se nele.

Amo você, abraço.

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