RELACIONADOS



categorias

12 de setembro de 2016

Eu te amo - codinome carência



Eu estava prestes a gritar na tua janela pra ver se você aparecia. Quase. Quase eu chamei. Foi por pouco. Mas eu fiquei lá, encarando tua janela e pensando em tudo.

Eu podia ter subido as escadas correndo com a bicicleta e bater na tua porta, com um discurso montado de quem subiu vários degraus carregando uma bicicleta só pra te falar que te ama e que não consegue viver sem você. Eu te assistiria sorrindo, ciente da piada e te daria um beijo.

Eu poderia ter feito qualquer coisa pra ir até você.
Qualquer coisa, sabe. Sair de casa com cara de sono, me arrumar e pôr meu melhor perfume, escrever uma carta métrica e ler pra você. Eu poderia. Mas não fiz nada, exceto o fato de que estou te escrevendo isso, olhando aleatoriamente pra minha amiga (que, a propósito, se soubesse que estou te escrevendo reprovaria tal atitude), e pensando se leio pra você ou não.

Não sei quanto você vale. Algumas das suas atitudes provam que não vale nada, mas seu sorriso... Ah, cara, só lembrar dele me faz querer te contar que eu não te amo, mas eu queria ficar com você. 

2 comentários:

  1. Que frescor maravilhoso que é a visão juvenil sobre 'vontades'. Surpreendeu-me o final pois fugiu do lugar comum das escritas de amor.

    ResponderExcluir