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14 de abril de 2017

Segredos que decidi contar #1




Você pode ler ouvindo Taylor Swift - Fifteen

Eu achava ter conhecido o amor desde cedo, logo muito pequena, quando ainda era ingênua e inocente. Eu achava.

Com 8, eu gostava de um garotinho da escola e a gente ficava brincando debaixo da mesa enquanto a professora dava a aula, até ela nos pegar e nos colocar de castigo.
Com 11 anos, eu gostava de um garoto do colégio, que sempre marcava lugarzinho pra mim sentar ao lado dele, e me escrevia cartinhas, inclusive uma dessas me pedindo em namoro, e eu tinha que marcar um X na resposta e devolver depois.
Com 13 anos, eu gostava de um rapaz de 17, que era meio popular. Eu lhe escrevia cartinhas “anônimas” através da Rádio do Colégio, e todas às vezes tudo que eu conseguia era um monte de gritaria e muitas lágrimas rolando no meu rosto. Minhas amigas me ajudaram a superar isso, e eu sou muito grata por terem me mostrado que eu era mais.

Com 14 anos, dei meu primeiro beijo num rapazinho que conhecia desde os 12, e pra minha surpresa, era recíproco. Pena que ele não foi corajoso o suficiente pra ficar, e tudo bem, éramos novos.
Com 15 anos, gostei de um rapaz e me machuquei mais rápido do que uma chuva torrencial começando a cair. Logo depois achara ter encontrado o cara da minha vida, e ele nem era cheio de qualidades assim. Fiquei me deixando levar e tudo que ele fez foi brincar comigo como se eu fosse um livro que ele se recusava a ler (e ele adorava ler), mas folheava as páginas sempre que precisava de algum suspiro, alguma prova de sermos reais. E eu dei algumas provas, dei o meu máximo, só pra depois lembrar que não importa a quantidade, 10 vezes 0 será 0, 100 vezes 0 será 0 e 1000 vezes 0 será sempre 0.

Eu precisei de muito pra poder entender: estava procurando nos outros, o amor que só existia dentro de mim e somente eu podia me amar o suficiente pra me proteger dos meus erros. Então, eu me libertei e comecei a acertar.
Com 16 anos, comecei a me descobrir e gostei de um amigo que conhecia há anos, foi meu primeiro “eu te amo”, pra três meses depois já estar empurrando o namoro com a barriga. O cara certo, no momento errado. Logo depois, o cara errado no momento errado. Talvez, eu tenha me precipitado, eu precisava de mais um tempo pra me consertar. Os outros caras ainda estavam na minha cabeça, é nisso que dá trabalhar com lembranças. E tudo bem, continuamos vivos.

Com 17 anos, eu saí da casa dos meus pais, pra tomar um rumo, trabalhar e concluir o ensino médio. Mesmo depois de ter saído, ainda era muito difícil me desapegar da cidade e de todas as lembranças que ela me trazia, então eu meio que me perdi. Me envolvi com um cara que só queria saber de comer as menininhas e mesmo depois de saber dos sentimentos que eu nutria por ele, ele continuou apenas querendo comer as menininhas. Tudo bem, eu superei. Logo depois, fiz uns amigos que foram me ajudando a me ajeitar, só pra depois eu me perder novamente. Fiz coisas erradas, sabe. Me envolvi com uma galera legal, porém barra. Nesse tempo eu já tinha feito 18 e estava morando sozinha.

Conheci um outro cara, do trabalho, e fiz umas amigas por causa dele, a gente se envolveu, quer dizer, eu me envolvi muito. Pra depois eu descobri que era a outra e estava tapando algum buraco. Mais uma vez, comecei tudo de novo.

E lá estava eu, desnorteada, uma colega que conheci me jogou pra cima de um cara, dizendo que ele era legal e iria me ajudar, principalmente a não sair por aí ficando com todo mundo. Foram umas três semanas boas, divertidas, até eu simplesmente não querer mais e essa “amiga” começar a me pressionar a namorar com ele. Eu não queria, e eu descobri que quando você não quer uma coisa, você não faz.

Depois, consegui abrigo no trabalho e algumas coisas começaram a se ajeitar. Eu pude organizar minha cabeça e focar em algumas coisas que planejava, mas eu não imaginava que iria te querer, te conhecer, e depois de algum tempo estar com você...

2 comentários:

  1. A vida tem dessas coisas. Já passei por uma fase dessas e hj graças a Deus estou liberta de tais amizades e certas atitudes.

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  2. Uaaaaaaaaau!!!
    Que texto!
    Parabéns, minha pequena e sumida escritora.(risos)
    Muito sucesso! Pois, talento vc tem muito!

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