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16 de abril de 2018

Not mine



Eu preferiria dizer que quando a vi senti falta do seu corpo, de sentir sua pele morena e macia, e do gosto dos seus lábios, combinaria mais comigo dizer que seu vestido vermelho era muito convidativo, e eu quase me aproximei, ignorando a presença do cara que estava com ela, ignorando o fato de que ela provavelmente não queria me ver pintado de ouro, mas a primeira coisa que me nocauteou foi o fato de que eu senti falta do coração dela. 
Doeu lembrar de toda a esperança que ela depositou em mim e a devoção que tinha por mim, a dor conseguiu ser maior do que a vez que bati o carro e fiz um corte enorme na cabeça, talvez a diferença seja o fato de quando bati o carro, foi ela quem cuidou de mim, ela estava do meu lado, e agora... Bem, a dor é pela ausência dela. 

Eu posso dizer que ela aguentou muito, suportou demais, se eu fosse ela teria desistido de mim desde o início, mas incontáveis foram as vezes que ela voltou sorrindo pra mim, mesmo depois de eu ter ignorado suas ligações, transado com alguma garota e voltar bêbado, ligando pra ela às três da manhã. 

Ela era tão boa, pura, inocente, acreditava no melhor das pessoas, independente de erros anteriores, e tinha um coração tão bom. 

Ontem, quando a vi passando por mim, com um sorriso enorme no rosto, rindo de alguma coisa engraçada que o cara que estava com ela deve ter feito, ou podia estar rindo de suas histórias engraçadas que sempre viveu, percebi que ela ainda é a mesma. 

Ela cresceu, está com um rosto mais maduro, rosto de mulher perto da menininha que era, e seu batom vermelho adornou perfeitamente com seu cabelo preto e sua franjinha maluca (igual ela), que destaca seus olhos castanhos, grandes e expressivos. 

Ela está mais bonita que antes, com o mesmo olhar sonhador e o mesmo sorriso que parece curar qualquer dor, sinto falta do seu abraço que sempre foi o melhor analgésico desde que o usei pela primeira vez, mas o que mais machuca é o fato de que ela ainda é a mesma, só não é mais minha. 

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